SAÚDE PARA A OUTRA METADE

O imperativo da ordem vigente para a saúde do povo brasileiro é a Universalização que não passa de utopia se não houver descenteralização com uso eficiente dos investimentos no setor. As especificidades e as singularidades biológica, sociológica e geográfica do Amazonas requerem estratégias inteligentes e adequadas na busca da justiça social. A concentração da atenção nos aglomerados mais densos - centralizada - é imprópria e excludente.

Pouco mais de 300 médicos atuam em favor da saúde dos que vivem no interior, incluindo os povos indígenas e os ribeirinhos. A dispersão dessa gente, as dificuldades de acesso aos seus espaços geográficos, a imensidão necessária da floresta submete os detentores da maior riqueza: o conhecimento ancestral, ao quase abandono.


sábado, 13 de novembro de 2010

SOBRE O DEVER DE FAZER

Quando se analisa a questão da assistencia à saúde na região amazonica, a ausencia de médicos é notória. Equivocado é dizer que isso se dá por conta do desinteresse dos médicos em prestar cuidados aos despossuídos. A história da saúde pública foi escrita com a inequívoca participação desses atores sociais.  Foram presentes no passado e ainda hoje nas situações mais adversas e no enfrentamento político dos atrasos.
Erraram, por vezes, também: são seres humanos cobrados como deuses.
A obrigação de fazer, isto é, a responsabilidade da provisão do direito a saíude alcançada pelos cidadãos brasileiros com a nova Constituição é do governo. Cabe a ele o estabelecimento de condições para a garantia desse direito fundamental que diz respeito à vida.
Os contratos precários, a falta de garantia de atualização e de suporte aos profissionais juntamente com a insufienciente estrutura para a prestação de serviços adequados, seguros e resolutivos é que contribuem para a quase ausencia de médicos no interior.

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